A empatia

 

Um video falando da importância da empatia [ https://www.facebook.com/manifestovisionario/videos/1684873788476139/ ] via Manifesto Visionário [ https://www.facebook.com/manifestovisionario/ ]

E um artigo falando de como a empatia é prejudicial [ http://www.fronteiras.com/entrevistas/a-empatia-piora-o-mundo-diz-psicologo-canadense ] via Ana Paula Peron [ https://www.facebook.com/apperon/posts/10211351066665537 ]

E um comentário muito bom neste post:

“Muito interessante. Penso que ele trata empatia como se fosse um mecanismo de defesa que chamamos Identificação. Identificar-se com alguém é de certo modo diferente de empatia, pois esta última é se colocar no lugar do outro para compreendê-lo melhor. Já a identificação é um mecanismo que serve mais a mim do que ao outro. Eu busco no outro sintonia com o que tenho. Na identificação busco certificação das minhas próprias crenças. O outro é um meio de alcançar o que quero ou preciso. A empatia por outro lado, pressupõe que o outro se apresenta a mim e eu o vejo como um universo a ser compreendido e não explorado. Mas tanto o mecanismo de identificação quanto a empatia me parecem sim, processos que não são para todos. Como o autor diz, se direciona a poucos e aos próximos e ambos excluem alguém ou vários.”

Por  Maria Cristina Niederauer  [ https://www.facebook.com/mariacristina.niederauer ]

 

E o final da entrevista do autor:

“Entrevistador: O sr. admite que o seu livro poderia perfeitamente se chamar, por exemplo, “Contra os Maus Empregos da Empatia”. Por que insistiu num título tão direto? Marketing?

Autor: As vendas são importantes, mas não é esse o motivo. Eu o intitulei Contra a Empatia simplesmente porque sou radicalmente contra a empatia!  Mas é preciso ter em mente que o livro traz um subtítulo a meu ver muito significativo (“por uma compaixão racional”), que deixa claro que não sou contra a bondade, a gentileza e o altruísmo. O que faço é oferecer uma alternativa para que se alcancem tais qualidades.”.

 

E vou comentar só esta parte da entrevista do autor do livro, e mesmo assim é quase um “pensar em voz alta”:

Talvez neste sentido a empatia represente um movimento de um só e a compaixão (com-paixão) represente um movimento conjunto. Talvez. Mas a observação de que “… a empatia por outro lado, pressupõe que o outro se apresenta a mim e eu o vejo como um universo a ser compreendido e não explorado” me cala fundo, eu devo compreender este universo mesmo que não seja o momento do outro me compreender como um outro universo? Ou deveria? Ou não deveria? O quanto relações assimétricas são necessárias? E o quanto são prejudiciais? E seriam prejudiciais a qual dos dois?

E cabe a observação que este escrito em particular não foi feito para que me fossem dadas respostas, mas para que me fossem despertadas as perguntas.

 

 

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