A minha vida e eu.

A minha vida é um laboratório de experiências sobre (e com) comunidades (sistemas), abundâncias e convivências. E em rede(s).
Que se iniciou quase praticamente desde que eu nasci.

E eu respondo por mim: como nunca me dei bem no modelo (molde?) “sistema capitalista sorrateiro selvagem estilo mundo velho em que um ‘mata’ o outro para conseguir coisas” e nunca consegui me adequar a ele, vejo outras coisas além dele.
E sempre estive a procura de maneiras saudáveis de trocas, sejam monetárias ou não. Mas também fui sendo obrigada a ver (por mim mesma) que não tenho vocação para monge trapista e nem para “Donald Trump dos trópicos”.
E que gosto (muito) de estar em contato e conviver com outras pessoas que estão experimentalmente nessa procura. Porque é sempre experimental, é sempre “beta”.

Algumas considerações devem ser feitas com relação a este texto: uma delas é que este “viver experimentalmente” sempre foi pensado para acontecer em rede e com o menos possível de chefes, gurus ou algo que o valha, embora eu aceite que continuamos sendo humanos, então as vezes “acontece de acontecer” que… alguém por perto esteja querendo ser chefe, guru ou algo que o valha – se apercebendo disso ou não -, e daí é necessário que os outros percebam e mudem isso.

E daí vamos falar de redes, e vamos falar que redes “criadas artificialmente” são um aspecto do tema “redes”, você conseguir ver as redes a sua volta é algo além disso.

Também se deve ter a percepção que “a rede” não é só um local. Uma rede é formada pelas pessoas que frequentam (com mais frequência ou com menos frequência) um local, as que estão em grupos do Facebook que se relacionam com (local/pessoas), as pessoas que se sentem de alguma forma tocadas pela experiência, seja virtual ou presencial, seja análogica ou digital… e por aí vai.

Nós não vivemos sozinhos. Nós fomos “formatados” para viver com os outros, para conviver. E enredados em comunidades, grupos, juntamentos.

E nestas comunidade, grupos, juntamentos, sempre há fluxos de dinheiro e trocas. E que são da qualidade que nós damos a eles.

E juntando os dois parágrafos anteriores, como essas coisas se entrelaçam?

Por que é este o caso: se algo é relevante, se é inovador, se é uma experiência relevante à vários, por que não contar com uma “pequena ajuda de meus amigos”, simpatizantes, desconhecidos para viabilizar isso? Ou para viabilizar financeiramente isso? Ou para viabilizar operacionalmente isso? Ou…

Sonhos não são feitos de nuvens (embora eu as ache particulamente bonitas e significativas), são feitos de alguma coisa que flui com/para/entre pessoas. Se estas pessoas não tiverem coragem de enfrentar suas crenças-limitantes com relação a dinheiro-novas economias[1], a novos modos de convivência[2], ao fluir em rede… como os sonhos-realidade acontecerão?

Quem entende/vive de/em/para redes (não redes sociais digitais ou algo que o valha) sabe que em comunidades (ou melhor chamadas, em meu contexto, de “locais de convivências glocais” ou melhor, “sistemas de convivências glocais”) você só pode responder por si, deixar fluir e ver o que acontece. E lidar com isso.

E mergulhemos nisso. Agora.


[1] Porque dinheiro e novas economias são complementares, não necessariamente a mesma coisa.

[2] Você me escuta? Você se escuta? O que você faz com o que escuta? Você está MESMO observando a sua volta ou a si mesmo, ou pensa no trabalho atrasado enquanto faz isso? Você está aqui ou no passado-futuro? Você percebe o que acontece a sua volta? Como tudo isso reflete nos seus locais de convivência?