Metodologia da ciência e o artigo cientifico: da sua gênese à sua divulgação

Todo artigo cientifico, quando divulgado a seu público, seja ele quem for, deveria almejar uma conversa.

Mesmo que seja uma conversa assíncrona no tempo e no espaço.

Isso justifica plenamente a afirmação de que se pode escrever o que se quiser num artigo científico, desde que justificado e que tenha em seu corpo principal um diálogo com outros autores, mesmo que o tema e/ou o diálogo principal seja só com um deles.

A deturpação que se aprofundou cada vez mais na questão de divulgação de descobertas e reflexões científicas, a meu ver, foi a absurda necessidade (elevada a “n” potência) de “mostrar como meu trabalho está sendo feito para justificar meu salário / minha bolsa/ meu financiamento”. Entendo perfeitamente a necessidade que isso ocorra, mas não como “as necessidades 1, 2 e 3 em uma lista de prioridades”, em que a divulgação da pesquisa, seja aos pares, à um público maior, seja à leigos, venha só a partir da prioridade 4 desta lista.

E assim, como “tudo depende do referencial adotado”, se o artigo for escrito só para justificar o que foi feito para quem lhe paga, ele sairá de uma determinada maneira. Se ele for escrito de maneira a apresentar e a dialogar sobre o que foi feito e além disso também para justificar o que foi feito para quem lhe paga, ele sairá de outro.

Na próxima vez que for escrever um artigo cientifico, que será seu referencial adotado?

 

 

 

 

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