Conduzindo Miss Dayse e as micro revoluções

Do ano em que meu filho mais velho nasceu, 1989, vem o filme “Conduzindo Miss Daisy“.

Ótimos atores, em que uma história (estória?) em que uma senhora sulista é forçada por seu filho a aceitar a contratação de um motorista e o escolhido por ele para isso é um negro (ver mais sobre a história aqui, aqui e aqui).

O meu ponto nisso tudo hoje são as micro revoluções.

E como no filme as relações entre a senhora, patroa, branca, sulista, professora aposentada, e o senhor motorista, negro, analfabeto, vão mudando de ‘encontro de estereótipos’ à ‘encontro entre duas pessoas’.

Grandes catástrofes, médias catástrofes nos marcam, nos entristecem, nos fazem pensar (pelo menos deveriam) mas o que nos mudam são as micro revoluções, aquelas sequencias de zonas temporárias não-autônomas, espaços-tempos singulares em série para pessoas singulares.

Não são os grandes sonhos, os grandes dramas, as grandes construções, as grandes tristezas ou as grandes alegrias que nos mudam de forma perene: estas só nos imprimem histórias que com o passar do tempo editamos e lembramos a nossa maneira. O que nos mudam de forma perene, sobrepondo nossa tendência a rotina de pensar igual, fazer igual, sentir igual, olhar igual são os pequenos acontecimentos, sonhos, dramas, tristezas, alegrias.

São sempre as pequenas e glocais micro revoluções, circulando em rede e para a(s) rede(s).

 

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